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 Quarto de Letícia e Alice Tanner

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AutorMensagem
Pietra Tanner
[P.D.] Editor Chefe
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MensagemAssunto: Quarto de Letícia e Alice Tanner   Sex 15 Abr 2011 - 16:11



As primas dividem o quarto desde que nasceram, e convivem em harmonia sempre que possível.
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Alice Tanner
[P.D.] Editor Chefe
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MensagemAssunto: Re: Quarto de Letícia e Alice Tanner   Seg 20 Jun 2011 - 16:24

Alice estava em seu quarto escrevendo em seu caderno de anotações, ela escrevia frases e pensava em um modo de esquecer-se de seus sonhos, ela se levantou e começou a recordar de quando ele havia aparecido exatamente pela primeira vez, ela se lembrou de que estava no elevador com Pietra, era o elevador do ministério e por algum motivo ela estava fazendo aquela visita, ela se lembrava de estar apenas ela e Pietra e mais duas pessoas junto a duas crianças, então uma das pessoas disse:
-Oi
Alice olhou para o chão e depois para o rosto da pessoa que havia dito isso, era um homem mediano, com um bigode enorme, Alice sorriu tentando parecer gentil então disse:
-Oi
Ela sabia que teria que se comportar naquele local, qualquer coisa errada e ela jamais poderia saber como funciona o ministério internamente, então resolveu agir com gentileza, e mesmo que não conhecesse o homem achou melhor não tratá-lo com indiferença, então sorriu e disse:
-Tá frio, né...?
O homem sorriu para ela e olhou para frente, e projetando os lábios para frente disse:
-Ô.
Alice se calou, parecia que o homem não queria conversar, então ela voltou a olhar para frente, o homem a olhou então disse:
-E ainda vai chover...
Alice o olhou, e então disse:
-Pois é...
Ambos se calaram até que Alice disse:
-Mas acho que amanhã esquenta.
O homem sorriu então disse para ela:
-Tomara.
Ambos ficaram calados por muito tempo até que Alice sorriu e disse:
-Sempre o tempo como assunto nos elevadores... A gente podia ser mais criativo não é?
O homem sorriu para ela e disse:
-É verdade.
Passaram alguns segundos então ele disse:
-Eu consigo lamber meu cotovelo...
Alice revirou os olhos e então continuou a olhar para frente, se o homem achava que ela iria se impressionar com um suposto ato ele estava enganado, era raro Alice se impressionar com algo então a menina que não queria entrar na inutilidade daquele assunto disse:
-Mas realmente está muito frio...
Ambos ficaram calados até que o próximo andar chegasse e o homem desembarcasse, Alice segurou nas mãos de Pietra e esperou pelo próximo andar onde desembarcaria com um sorriso malicioso ela disse:
-Não há elevador no mundo com andares o suficiente pra um assunto tão profundo...
Ao concluir as lembranças Alice retornou ao seu estado normal e então rabiscou em seu caderno a ultima frase em seu caderno, ainda sorrindo, olhou para o lado e viu seu anônimo parado a sua frente então confusa disse a ele:
- O que faz aqui?
Ele sorriu para Alice de modo que a deixasse entorpecida com seus belos dentes, então ele disse para ela:
-Resolvi te visitar, aproveitar que você estava tão sozinha.
Alice sorriu e então disse para ele:
[color=yellow]- Bom... Eu não te conheço direito e você vive aparecendo e parece saber mais de mim do que eu mesma, então deixa eu te conhecer melhor?
O menino olhou confuso para ela e então Alice sorriu e ele disse:
-Tudo bem... O que deseja saber...?
Alice olhou para ele e pegou seu caderno então buscou em uma folha uma serie de perguntas e quando a achou perguntou:
- Cinco maneiras de te deixar feliz?
O menino deitou na cama e pensou por alguns segundos então disse para ela:
- Massagem, cafuné de mãos femininas, por favor, Pepsi com pizza, ligar a TV e encontrar um bom filme de sessão da tarde passando e encontrar pessoas queridas, por acaso, por aí... Logicamente há ocasiões para felicidades mais intensas que essas e, por isso mesmo, mais íntima...
Alice segurou a caneta que mudava de cor e então anotou tudo o que o menino tinha dito, então deixou a caneta e o caderno de lado, pegou sua varinha e apontou para a caneta e disse:
-Actus
Então a caneta começou a se mexer e Alice ordenou que ela anotasse tudo o que seria dito do dialogo, seguido desse pequeno feitiço Alice pegou o caderno e prosseguiu com as perguntas dizendo:
-Por que se esconde tanto?
O menino virou de bruços e ficou encarando Alice, se apoiou nos cotovelos e então disse sorrindo:
- Não me escondo. Só não sou muito de ficar na janela...
Alice olhou para o caderno e pensou um pouco antes de fazer à pergunta a caneta rabiscava o papel com uma velocidade incrível então Alice esperou ela parar e quando a mesma parou Alice disse:
- Como consegue passar tudo que sente?
O menino a olhou confuso com a pergunta então pensou antes de responder e então disse:
[color=Green]-Não consigo. Nem sei se devo. Digamos que tenho um pacto com as pessoas, elas sentem intensamente e depois tentam me convencer do que sentem e então eu decido se devo prosseguir com elas.
Alice parou e escolheu outra pergunta enquanto a caneta ainda escrevia cada letra dita pelos dois, quando achou algo interessante afirmou:
-O seu jeito de pensar e de ver o mundo é perfeito!
O menino sorriu e disse:
-É que eu sou míope...
Alice sorriu para ele e então prosseguiu ignorando a caneta que ainda escrevia, então disse olhando nos olhos dele:
- As coisas mais perfeitas são aquelas que acontecem naturalmente sem ninguém ter programado absolutamente nada?
O menino olhou Alice e então disse com sinceridade:
- Acho que as que acontecem naturalmente são mais surpreendentes, mas acho que se pode causar impressões perfeitas das coisas programadas... Acredito que o amor nos faça querer programar um monte de coisas perfeitas para, e com, a pessoa amada...
Alice olhou para o teto e então prosseguiu:
-Você é o mesmo com todos ou muda de personalidade apenas para agradar a pessoa?
O menino a olhou e sorriu então disse para ele olhando para o teto:
-Não exatamente o mesmo e nem acho que devo. Mas prefiro usar a empatia e o bom senso que a mudança de personalidade... Porém só você consegue me ver Alice.
Alice olhou para ele sentindo um aperto em seu coração então disse:
-Mas você existe em algum lugar do mundo...
Olhou para o caderninho e então prosseguiu, abriu a boca e o menino lhe perguntou antes que algum som saísse da mesma:
-Já que tens medo de amar, isso significa que vais morrer sozinha?!?!
Ele riu e então prosseguiu:
-Já ouviu o ditado: "Quem arrisca, não petisca." Pra saber se é amor, tem que TENTAR, não acha?
Alice o olhou e então pensou e disse vagamente, não tendo certeza no que dissera:
- Estarei atenta ao que for convincente de que é amor...
Alice ignorou suas ultimas ações então disse para ele sorrindo:
-Alem de uma capa, um topete e sapatos vermelhos, do que mais você precisa para salvar o mundo?
- Uma menina mais linda do mundo me esperando na minha casa na arvore...
Alice riu e então deixou o caderno de lado e com um aceno na varinha fez o feitiço na caneta acabar, ela sorriu e disse ao menino:
-Me conte uma historia do mundo trouxa?
O menino a olhou e então disse:
-Certa vez conheci um rapaz chamado Frederico, Frederico queria ser rico, simplesmente.
Não importavam os meios. Aliás, até então, nem os fins para tanta riqueza. Bastava que lá ela estivesse quando lhe conviesse, pois o que doía era pensar na possibilidade de querer algo que não pudesse comprar e os desejos sempre seriam compráveis no conceito de Frederico, pois tinha a impressão de que tudo que lhe tomaram na vida foi porque alguém pagou mais. Por hora, não tinha desejo específico algum, a não ser o próprio desejo de ficar rico. Este lhe ocupava toda a mente e o tempo, o que acabaria por gerar algumas das idéias mais geniais que o mundo já testemunhou...
O mundo não tinha muitos segredos para Frederico. Ainda que nada tivesse estudado, em nada se aplicado, nenhuma experiência em coisa alguma, tinha esse privilégio do olhar aguçado. Olhava para qualquer coisa e a compreendia plenamente no mesmo instante. Futebol, política, mecânica, economia, comércio de filtros de água, enxergava cada ponto em que as pessoas envolvidas falhavam, levantava prontamente soluções para cada equívoco e traçava planos elaborados de como prosperaria muito mais se fosse ele no controle de tudo aquilo.
Quando se cansou enfim de toda aquela incompetência a sua volta, resolveu colocar em prática suas idéias geniais por sua conta. Havia, aliás, era demorado muito... O que estava esperando até então? Talvez tivesse superestimado o mundo, esperando que o bom senso alheio notasse sua sagacidade e o convocasse para a solene cerimônia em que o nomeariam a um posto à sua altura, com as devidas condições para fazer o que precisava ser feito e somente ele poderia fazê-lo. Infelizmente delongou-se demais em sua fé na humanidade: não eram como ele. Tardou. Porém, estava ainda mais preparado agora para assumir sua devida importância na história.
Mas o mundo não era infeliz apenas pela incompetência que o compunha. Era também injusto na sorte que lançava aos seus quatro cantos, promovendo idiotas e incompreendendo gênios. As idéias geniais e prolíferas de Frederico nunca vingaram, sempre por um mínimo senão que surgia...
Uma vez, por exemplo, inventou um instrumento que o mundo nunca tinha visto antes. Nada sequer parecido. Pós-moderno, revolucionário, impensável até então. Ah, se tivesse inventado uma utilidade para aquilo também... Rico, certamente, seria hoje o Frederico.
Outra vez, concebeu um modelo de negócio promissor. A expectativa era de que subverteria todo o conceito daquele tipo mercado. Investidores, profissionais do ramo, consumidores, todos se surpreenderam quando Frederico surgiu com seu prostíbulo de R$ 1,99. Mas o mundo ainda não estava preparado para aquela idéia. Ah, se a meninas tivessem concordado com os R$ 0,99 que generosamente tinha lhes proposto como a parte delas no negócio...
Teve ainda uma tentativa musical: montou uma banda de Axé. O CD seria recorde de vendas – calculava, preciso, em seu caderno de notas indefectível. Convicto, afirmava que a música que havia composto era a as perfeitas e absolutas combinaçõesabsolutas combinação de ritmo, letra e coreografia. Foi uma grande frustração quando se constatou, ao final de duas semanas de ensaio, que a coreografia elaborada deslocou irreversivelmente os glúteos de três dançarinas. Chegou a sofrer processos judiciais e foi obrigado a recolher para si todo seu talento musical.
Depois de inúmeras tentativas, sentiu o peso implacável do complô de toda sorte do mundo em suas costas. Frederico já tinha 35 anos e não tinha dado um passo sequer em direção à riqueza. Passava então os dias ouvindo, melancolicamente, seu próprio CD de Axé, que se repetia infindável. Vez ou outra olhava para seu fabuloso instrumento inventado e tentava algo com ele, como palitar os dentes, ventilar-se ou, até mesmo, telefonar para a mãe. No fim da noite, acabava entregando R$ 50,00 pra poder choramingar suas frustrações entre as pernas de uma de suas pretensas meninas de R$ 1,99.
Vencido pela ordem opressora de um universo cruel, já não se via mais aquele brilho esperançoso e empreendedor nos olhos de Frederico...
Até que, certo dia, quando já se pensava que seria mais um daqueles tediosos dias, feitos de desesperança e rotina, que se seguiam desde então na vida de Frederico, este se sentou na janela por alguns instantes. E, naqueles instantes, quem pudesse ver a expressão apática em seu rosto consideraria a possibilidade de um suicídio (Frederico morava no décimo primeiro andar de um prédio de apartamentos de um quarto só que seu velho pai ainda lhe bancava, por alguma razão que só a paternidade explica). Mas Frederico, inerte, permanecia. E assim permaneceu por longos 13 minutos.
Foi quando os olhos de Frederico vislumbraram algo maior...
Aquele algo que nunca está diante dos olhos. Vai além da paisagem, dos limites do universo, do óbvio mundano... A princípio se encontrava difusa, mas aos poucos foi tomando formas mais definidas, texturas mais nítidas, e então Frederico começou a ver sua própria figura, como num sonho projetado na parede de uma nuvem. Corria em trajes leves, com tênis extravagantes, a passadas largas e recebia um gatorade - sabor manga com uva - do pedestre pelo qual passava.
E, assim, aconteceu: Frederico não queria ser mais rico. Agora queria ser maratonista.
No final daquela tarde já havia comprado todo devido traje. Na manhã seguinte, levantou-se às 5h15 da manhã e correu por meia hora pelo bairro. O horário se repetiu nas manhãs seguintes, prolongando cada vez mais a duração do treino e diminuindo seu tempo de percurso dos trajetos. Em três meses já podia ser considerado um atleta acima da média. Mais três meses e já estava decidido a correr sua primeira maratona. Já pensava naquela famosa e tradicional corrida no final do ano, e na frase que pretendia estampar em sua camiseta de corrida, contendo uma profunda mensagem que generosamente compartilharia com o mundo.
Em seu trajeto diário de treino, dois dias antes da primeira maratona, Frederico passou por enorme edifício em construção do qual, acidentalmente, despencaram 100 quilos de concreto. Uma tragédia...
Poderia ter morrido, mas apenas perdeu as pernas.
Recebeu, então, uma indenização milionária.

Assim que o menino terminou de contar Alice olhou para ele então disse:
-Que tenso né? O mundo me parece tão injusto...
Alice olhou para o menino então em poucos minutos ele abriu um sorriso e disse:
-Por isso eu pretendo salva-lo...
Alice fechou os olhos e então respirou fundo, quando abriu os olhos Alice viu o olhar do menino então disse:
-Eu conheço esse olhar...
O menino se calou então Alice olhou feio para ele e disse:
- Ah não! Não me venha de novo com esse negócio de que...
Antes que Alice pudesse terminar o menino a olhou e disse com convicção:
- É Ela...
Alice olhou para ele e o imitou com zombaria:
-"É Ela" pfff! Você tem a cara de pau de dizer isso com a mesma certeza das outras vezes?
O menino olhou para Alice incompreendida, e então disse com sinceridade:
- Perdoe-me... Não se trata tanto da certeza... Mas é difícil conter a empolgação de ouvir novamente seu coração batendo perdidamente assim, quando você já não esperava ouvi-lo outra vez...
Alice o fitou e então disse:
- Não, não, isso tá errado!
O menino ficou quieto por alguns segundo e então Alice continuou a dizer para ele de forma bruta:
- Isso anda recorrente demais! Precisamos desenvolver melhor este conceito de "Ela"...
O menino olhou para ela e disse:
[color=Green]-É um conceito que se desenvolve com o tempo... Aperfeiçoa-se em tentativas... Ganha contornos mais precisos quanto mais se apura o toque... Ganha textura mais detalhada quanto mais se aguça a sensibilidade pelo que lhe toca... Faz-se cada vez mais raro, dispondo-se ao inesperado quando, cada vez mais, é mais do mesmo o que se vê... Faz-se cada vez mais certo trocando expectativas por uma história...
Alice o olhou emburrada e disse:
- Tá. E agora?
Ele sorriu para provocá-la então disse:
- Agora é Ela...
Alice olhou para a porta e cruzou os braços e por fim disse:
- Como as outras eram...
Ele maravilhado com o acontecimento olhou com cara de bobo para Alice e disse:
- Ela é a menina mais linda do mundo...
Alice olhou para ele e o chacoalhou e disse:
- As três últimas também eram...
O menino a ignorou então disse:
- Ela me proporciona sonhos acordados...
Alice fez biquinho e disse:
- As duas últimas também proporcionaram...
Alice ficou olhando para o menino então com agitação na voz ele disse:
- Ela não faz o meu tipo... Por que mais eu me encantaria por uma menina que não faz o meu tipo...?
Alice riu, e então disse com desdém:
- E isso foi o que você disse sobre a última.
Alice sorriu ao ver que o menino ficara sem reação então ele disse:
- Hum...
Alice se calou e o menino sorriu e disse:
- Ela ainda não desistiu de mim...
Alice brincou com os dedos então disse para ele deixando seu mau humor transparecer:
- Não desistiu de quê? De esperar ser salva por você?
Alice esperou uma resposta, mas nenhuma veio, então o olhou por mais alguns minutos e ele disse:
- Bem... Tenho esperança que esta perceba que preciso ser tão salvo quanto Ela... Alice se calou e ficou quieta encostada em uma parede olhando para seu caderno, ao sorrir escreveu no mesmo:
Eu me disponho a isso, sem o mínimo receio... Então serei o "Ela" dele algum dia...
Alice bocejou e então começou a cair no sono, ainda estava com consciência então o menino lhe disse:
-De onde surgiu a idéia de me criar? E porque sapatos vermelhos e topete?
Alice sorriu e então disse baixinho:
-Você anônimo é como eu, ou como achava que me parecia quando imaginei você há sete anos quando era apenas uma criança, nosso primeiro contato através das jujubas, me imaginava com sapatos vermelhos, que nunca usei e um topete para diferenciar seu sexo. Não há um por que, que eu tenha consciência, às vezes acho que você roubou os sapatos do Papai Noel.
Alice riu e sentiu que ele estava indo, e conforme ele se distanciava o sono se aproximava, Alice fechou os olhos e ficou até adormecer.
Alice dormia profundamente e sonhava com seu anônimo que ninguém nunca jamais vira, mas que ela sabia que existia em algum lugar no mundo, então Alice abriu os olhos e viu que estava em outro lugar, imediatamente soube que era um sonho, então se levantou e quando se levantou ouviu alguém lhe chamar:
-Psiu...
Alice olhou para trás então sorriu ao ver o anônimo ali, foi até ele e então ele lhe disse:
-Por onde você esteve...?
Alice coçou a cabeça então disse:
- Não sei... Durante o sonho, nunca me lembro onde eu dormi... Esperava-me há muito tempo...?
O menino a olhou e então dando enfase disse:
- Muito... Muito tempo...
Alice sorriu para ele e o abraçou e disse:
- Desculpe... Ficou chateado...?
O menino olhou para outro lugar então disse para ela:
-Me dei conta de uma coisa...
Alice se calou e esperou o menino dizer o que havia se dado conta, o menino demorou alguns segundos para dizer então disse:
-Sempre te encontro aqui e somente aqui... Se você nunca mais aparecesse, eu não saberia onde lhe procurar, por quem chamar, sequer saberia o que lhe aconteceu...
Alice permaneceu calada atenta a cada palavra dita do menino então ele continuou dizendo:
- E se um dia você não fosse mais...?
Ele parou no meio da frase então olhou para ela, Alice não compreendeu o que ele queria dizer então disse:
- Não fosse mais...?
O menino olhou para o chão então disse:
- Não mais me procurasse nos sonhos, não mais deixasse seu perfume, sua voz, suas reticências... Não mais houvesse abraços, carinhos, confissões silenciosas... Não houvesse mais indícios seus em minha vida... Não fosse mais...
O menino parou e deixou a frase incompleta,Alice olhou para ele então completou
- Sua...?
O menino completou em cima das palavras de Alice então disse:
-Minha...
Enquanto Alice havia se calado o menino pensava e com uma súbita surpresa disse:
- Você é...? Minha...?
Alice sorriu e disse:
- Tanto quanto você é meu...
Ambos se calaram até que ele tomasse coragem e quebrasse o silencio, Alice ficou ouvindo a bela voz dele:
- A cada segundo que você não vinha, parecia que você me amava menos... E era tão insuportavelmente triste...
Alice olhou para o chão e então disse baixinho
- Eu nunca mais me atrasarei... Cada sussurro meu será pontual a cada batida de seu coração ao dizer que te amo...
O menino sorriu para ela então a abraçou e disse:
- Agora sou tão feliz... E há tão pouco era tão desesperadamente temeroso... Como se não houvesse a possibilidade de ser se você não fosse...
Alice olhou para ele e disse baixinho ainda abraçada a ele:
-E não há...
Ele se separou de Alice e disse:
- E se um dia você não for mais minha...?
Alice se calou e o menino também, e não houve voz que ousasse responder e estragar o clima, permaneceram abraçados e mudaram de assunto, Alice olhou nos olhos dele e disse:
-Sente saudades de mim como eu sinto de você...?
O menino a olhou desconfiado e depois disse:
-Como você, eu não sei... Como é a sua saudade...?
Alice olhou para ele e então disse baixinho:
- A saudade que sinto por ti aperta meu pescoço gradualmente até que eu não consiga mais respirar...
O menino olhou para ela e então disse:
- E eu sou o ar que você respira...?
Alice olhou para baixo e disse com sinceridade:
- Não... É quem me faz esquecer que eu preciso respirar...
Ambos calaram-se até que o menino olhou para Alice e disse:
- Pois a minha saudade por ti perfura meu coração a ponto de tornar cada batida um martírio...
Alice o olhou e disse confusa:
- E eu sou o emplastro que apazigua sua dor...?
O menino a olhou e disse a abraçando:
- Não... É quem me faz lembrar que meu coração está é com você...
Alice se calou e então ele disse para ela:
-Eu não existo
Alice o olhou seria e disse:
- Isso foi uma declaração ou uma constatação racional de alguém que sabe que está sonhando...?
Ele olhou para ela e deixou um sorriso sair e disse constrangido:
-Acho que um pouco dos dois...
Alice o olhou então disse:
- É possível sentir saudade do que não existe...?
Ele a olhou e com carinho lhe disse:
- Saudade só vive do que não existe... Não, ao menos, naquele momento em que se tem a saudade...
Alice o abraçou e sussurrou em seu ouvido:
-Exista e mate minha saudade...
Ficaram abraçados até que um frio inundou Alice e a mesma acordou,Se enrolou nos edredons e disse para si mesma:
Alice ficou ali sentada a espera de mais alguma lembrança ou que sonhasse mais uma vez.
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